Seminário na ALEP debate PEC que busca aliviar dívidas dos municípios

Presidente Helder Lazarotto e demais autoridades relataram desafios para fechar as contas e apresentaram sugestões ao projeto, que tramita na Câmara dos Deputados

Seminário na ALEP debate PEC que busca aliviar dívidas dos municípios
Seminário na ALEP debate PEC que busca aliviar dívidas dos municípios

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) foi palco, na manhã desta segunda-feira (16), de um seminário que reuniu parlamentares e gestores públicos para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023. A matéria, atualmente em tramitação no Congresso Nacional, propõe mudanças significativas nas regras de pagamento de dívidas públicas, especialmente no que diz respeito aos precatórios e débitos previdenciários dos municípios.

Participaram do encontro deputados federais integrantes da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema, além de deputados estaduais, prefeitos e representantes de diversas cidades paranaenses. O debate girou em torno das dificuldades enfrentadas pelos municípios para cumprir suas obrigações fiscais e das possibilidades de flexibilização propostas na PEC. Entre as principais medidas previstas no texto estão a limitação do comprometimento da receita municipal com o pagamento de precatórios, com percentuais variando entre 1% e 5%, a troca do indexador das dívidas da Selic para o IPCA, e a extensão da reforma da Previdência da União para os municípios.

Prefeitos de cidades como Araucária, Fazenda Rio Grande, Almirante Tamandaré, Ibaiti e Lunardelli participaram ativamente da discussão, apresentando sugestões de aperfeiçoamento ao texto. As contribuições serão organizadas e encaminhadas ao relator da PEC na Comissão Especial, deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), que participou do seminário por videoconferência ao lado do presidente da comissão, deputado Romero Rodrigues (Pode-PB).

O prefeito de Colombo e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), Helder Lazarotto, ressaltou a importância da proposta diante do cenário fiscal enfrentado pelas prefeituras. Segundo ele, os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) caíram 13% no último ano, o que agrava ainda mais a situação financeira de grande parte das cidades. “É uma queda significativa. Em muitos municípios, o FPM é a principal fonte de receita”, afirmou.

A proposta teve origem no Senado Federal, onde foi aprovada em agosto de 2023. Atualmente, está sendo analisada em diferentes comissões da Câmara dos Deputados, incluindo as de Administração e Serviço Público, e de Constituição e Justiça.

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